
Para a edição inaugural do WOOL em 2011, Vhils escavou um retrato num muro de contenção de betão envelhecido na Rua das Portas do Sol, na Covilhã, cidade construída e depois esvaziada pela indústria lanifícia portuguesa. O programa propunha-se recuperar essa identidade industrial através da arte contemporânea; o retrato, trabalhado sobre o musgo, as manchas de erosão e décadas de desgaste, lê-se como um comentário ao envelhecimento do interior de Portugal e ao custo social do seu declínio económico. Foi um dos primeiros muros que Vhils realizou para o WOOL, no âmbito do Scratching the Surface.
Ano2011LocalRua das Portas do Sol, Covilhã, PortugalMeioParedesMateriaisCarved Wall